terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Karma, seu danado

Confesso que já quase morri de amor. Um amor cheio de ódio, mágoas e vontade de extravasar partindo para o físico, porque nada - absolutamente nada - aliviava aquele peso morto nas minhas costas, o outro segurando meu pé e o que me impedia de caminhar.
Às vezes eu penso que esse drama todo é necessário para preparar o terreno pra algo novo e são que virá, às vezes só acho desnecessário mesmo.
Mas as insanidades da vida - desde que passem e vão embora com quem as trouxe - acabam por dar uma sacudida e escrevendo na nossa testa "é ridículo, eu não sou assim". Aí a gente descobre que pitis são deselegantes, gritos se tornam desnecessários e o ciúme - de protagonista - vira um coadjuvante tão barato que nem possui voz e falas.
Mas quem sou eu, a pessoa mais azarada do universo, ou é o karma dando sinal de vida?

Definição de Karma: é uma lei do Hinduísmo que defende que qualquer ato, por mais insignificante que seja, voltará ao individuo com igual impacto. Bom será devolvido com bom; mau com mau. Se o bem e o mal caem sobre si, se as pessoas se comportam de determinado modo consigo, isso deve-se ao que fez nesta ou numa vida passada.


Cadê o karma daquele bebezão que jogou meu coração na sarjeta para que um caminhão passasse em cima e eu me lamentasse sobre isso por eras?
Karma, seu danadinho, não está vendo tudo de bom que tem acontecido ao meu redor? Por que me fode tanto assim?

Agora, seu karma, faz uma visita melhor. Lembre de todas as vezes que ajudei alguém, dei comida para crianças de rua, fiz trabalho voluntário e ajudei estranhos e conhecidos. Esquece dessa coisa de que tudo que é ruim volta. Traz um pouco de bem, também!

Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário