Vamos falar de beleza exagerada
hoje. As correrias para as academias, alimentações balanceadas até demais,
dietas loucas, clínicas de cirurgia plástica... a regra é ser do jeito que a mídia
te vê! Gostou, não é?! Não? Nem eu!
O que é mais louco nisso tudo,
nessa corrida pelo corpo “perfeito” é que não estamos aperfeiçoando as cabeças
que carregam os mesmos.
Estamos abitolados em estereótipos
nada convencionais para a maior parte do mundo. É só pensar um pouco, as maiores
indústrias da moda estão nos EUA, Milão e Paris... Me fale agora sobre o biotipo
dessas pessoas... Como são em sua natureza? Ah! Não são como nós brasileiras,
por exemplo, ou como as indianas, ou como as japonesas.
Aí você pensa, lá no fundo,
buscando pelo google imagens dessas pessoas esculturais, que contaram com uma
ajudinha da natureza para serem como são, e você que não tem nada com isso ou
com essa natureza se matando aí pra que? Quem me responder que é pela saúde dou
um beijo!
É claro que é mais fácil conseguir
determinadas coisas ou colocações com seu visual apresentável... Mas será mesmo
que um corpo escultural significa em si elegância? Charme? Inteligência?
Não podemos esquecer é claro que
por estarmos no século XXI existem mais padrões estéticos do que o convencional
na história da moda. Hoje somos tantos grupos que percebemos nitidamente de
qual fazem parte, o que escutam, o que lêem... Dá pra saber tudo vendo sua
turma.
Bancário tem cara de Bancário,
Designers tem cara de Design, Estilista tem cara de Estilista e assim por
diante...
O incrível é que mesmo com tantos
grupos, tantas possibilidades, ser magro é quase um
compromisso para “aparecer um
pouco mais”. Acontece que tem muito conflito nessa relação. Tem muito mais remédio
que imaginamos, e muita prioridade sendo deixada para trás por causa de um par
de peitos. Sim, um par de peitos... Conversando com uma amiga pelo FB dia
desses, ela me disse que uma amiga dela, que está em uma situação financeira não
tão confortável, cismou que vai fazer sua cirurgia! Bingo! Mais um exemplo
de que peitos poderiam ser “colocados” nas cabeças.
Para entender como isso acontece,
como e onde o externo me reprime a ponto de que minhas necessidades básicas são
de menor importância do que como me vêem, seria necessária muita análise. Analise
primeiro o porque de um vazio que criaram em você, e para você, ser tão ou mais importante
do que o que tem adquirido ao decorrer da sua vivência (de ser humano) no planeta Terra.
Terra chamando! Pare de ser o que
um (pequeno) grupo decidiu por si que seria o que é bonito realmente, bonito é ser
educado, é cuidar de si e saber seus limites e capacidades... Já vi tanta gente
“bonita e magra” que não tem um pingo de educação, que prefiro continuar comendo
brigadeiro aos fins de semana.










