sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A moda que não está na moda


Esse texto é para uma reflexão social / filosófica da forma com a qual a sociedade adere sem pensar: a Moda.

Primeiro vou refletir um pouco sobre cores e suas combinações na moda. Quando a indústria veste, por exemplo, a classe D podemos perceber, que sempre utilizam combinações "esdrúxulas", não compõe com harmonia, cortes com estampas inadequadas, até se utilizam as cores da moda do momento, porém de forma bem clara em seu código visual: "pertenço a classe que recebe um salário mínimo por mês ou pouco mais que isso."



Na classe C vemos uma evolução na diferença dos vestuários nos dias de hoje principalmente, por ser uma classe em crescimento constante. Uma parte da camada social que recebe entre R$ 950,00 até em média R$ 2.000,00, conta com uma moda mais parecida (pelo menos visualmente) com as codificações da sua classe acima, aqui temos um pouco mais de bom gosto, combinações mais neutras e ou adequadas, pois quem as usa faz parte do cotidiano de pessoas que precisam de alguma forma, se sentirem "à vontade" com o meio... Os funcionários de uma empresa, por exemplo.


  
Nas classes A e B é aonde a indústria mais investe nas combinações das cores, mas mesmo assim de alguma forma um pouco precário, nesse caso justamente por não ser algo perene. É passageira, vem para durar o tempo da próxima estação! Da próxima ideia! Da próxima Vogue!




Certo dia estava conversando com um amigo advogado justamente sobre isso e ele me fez a seguinte pergunta: "Vivi, então por que eles não fazem uma moda que ajude a ter emprego, por exemplo?" Simples, eles não fazem essa moda porque essa moda não passa, isso se chama estilo, e o estilo é eternizado. Porque a "moda do emprego" se chama consultoria de imagem, tem um custo aparentemente alto, mas que seus resultados são tão certos que vale a pena rever o tempo das prioridades. Mas isso é papo para uma outra vez.

O que quero refletir com vocês são as colocações que fiz acima, como será que podemos rever essas distinções sociais visuais no vestuário das pessoas, essa distância que é colocada por tantos setores e um que é de uso inevitável para todos, podia ser um pouco menos dramática, um pouco menos "racial", se assim posso dizer.

Para que quando seja construída uma coleção, que seja pensado o que essa moda vai inserir no usuário, como essa sociedade que a veste, inventa e reinventa em brechós, lojas de departamento, shoppings entre outros. Saber que uma moda lançada pode gerar expectativa em uma gordinha, ou uma baixinha, ou uma pessoa que não se sente bem com ela mesma, será que ela veste essa moda? Ou melhor, será que a moda que nos é apresentada, que de fato o acesso verdadeiro é para uma pequena parcela, nos veste? 

Quando veste, vestimos bem? São tantas perguntas, são tantos pontos a serem pensados.

E você, tem estado na moda ou tem inventado sua moda/estilo?


Vivi Coelho – Consultora de Imagem / Cabeleireira 

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