Adoro quando as pessoas possuem uma coisinha chamada "pré
conceito". Como ele vem antes do fato em si é ótimo para pessoas que não
gostam de pensar. Porque pensar gasta tempo, gasta energia e dá fome... Mas nem
todos querem comer.
Queremos padronizar ou estereotipar tudo e todos? Nos
confundimos em meio tantas opções que nem sabemos mais distinguir pesos e
valores?
Para tentar entender vou exemplificar algumas coisas. Existe a pessoa X e
a pessoa Y. A pessoa X gosta de estudar cinema, fotografia, artes, história,
filosofia e assim por diante. Já a pessoa Y gosta mesmo é de um bom livro de
matemática, física, engenharia, informática etc.
Pergunta, quem é mais inteligente? Ou até mesmo, quem é o mais
fútil? Pode ser também, quem se dedica mais?
Difícil responder não é? Difícil porque dei exemplos aonde para a
maioria aqui é fácil fazer um “julgamento de valores” e ser racional de saber
que tanto o X quanto o Y exercem papéis diferentes, mas de igual importância
social.
Agora vamos a outro exemplo. A pessoa X, agora curti malhar, gosta
mesmo de um show de Axé, adora carros, baladas, possivelmente estudante de um
curso superior interessante, como Medicina. E o Y é um nerd (homenagem a Ju
Liana), ama de paixão ficção científica, Jornada nas Estrelas é com ele mesmo e
estuda Ciência da Computação.
Faço as mesmas perguntas que fiz anteriormente.
Foi mais fácil ou
mais difícil reponde-las?
Se sua resposta foi sim, de ter sido mais fácil, eu sinto em lhe
informar que futilidade é na verdade discriminação. Afinal, ninguém é obrigado
a andar, ou falar ou gostar de ninguém. Somos livres para escolher, é escolher!
Escolher o melhor no seu ponto de vista, escolher o seu interesse, sim,
o que te interessa aprender, ouvir, comprar!... Ou vocês acham que consumismo é
privilégio de quem é “fútil”!?
Vou dividir com vocês mais um ponto de vista sobre
futilidade antes de ir embora...
Foi aqui em casa na terça a tarde, um grande amigo estava comigo e
surgiu este assunto, veio da parte dele e achei incrível, pois estou pensando
nesse texto tem uns dias.
Voltando... Ele me disse que fútil é quem ganha um salário de R$
600,00 e compra uma bolsa de R$ 400,00 de duas vezes. Será? Nesse caso eu acho
que isso se chama ignorância, uma pessoa que recebe esse salário se preocupar
com uma bolsa desse valor, possivelmente nem saberá como usá-la. Ela só é mais
uma filha do nosso Brasil! (Plim Plim!)
Aqui estou certa de que a futilidade está mesmo é em ter: C O P A D O M U N DO com o país
precisando antes de tudo de E D U C A Ç Ã O.
Racionalizar o fútil, passar por discriminações e até por
surpresas positivas (claro que também acontecem), é tão complexo quanto contar
o número de grãos de areia numa caixa de sapatos.
O que me deixa curiosa, me faz bem, feliz, não necessariamente seja
o que você enxerga como importante e relevante. Relaxa, nem precisa se preocupar, todos escolhemos e somos escolhidos em nossas “futilidades". Pense nisso!













