quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mulher sem rosas

Desde a infância, cresci vendo seriados, filmes, desenhos e programas em que mulheres que recebiam flores automaticamente caíam em lágrimas e não conseguiam parar de sorrir, por mais contraditório que me parecesse nos meus 7 anos de vida. Achava bonito.






Minha primeira flor ganha, foi um trevo de 4 folhas que um garotinho da escola me deu.
Lembro de não cair em lágrimas, mas de ficar feliz com a promessa de sorte. E mostrei aos adultos que não se deram-se ao trabalho de sorrir. Mas considerei aquele, meu primeiro arranjo floral vindo de outras mãos, o que me marcou muito, tanto que está plastificado e guardado em um lugar especial.


O peso das rosas vermelhas nos anos 2006...
Bem distante dessa época, com namoricos e ensaios de relacionamentos sérios, meu primeiro namorado (oficial, de ir em casa nos fins de semana, andar de mãos dadas e todo o protocolo) começou a presentear-me com rosas vermelhas, ditas minhas preferidas na época. A cada 6 meses de namoro, um entregador de flores batia na minha porta e me entregava um farto buquê, com um cartão maravilhoso que faria muita garotinha morrer de inveja. Mas a real, é que eu queria uma novidade. Não precisava de data, não precisava ser o meu preferido. Tradições não me encantaram nunca, foi aí que ficou claro. Podiam ser tulipas, cravos, bonsais, astromélias, lírios ou girassóis, que não teriam menor valor por serem diferentes. E não é preciso data para encantar uma mulher com essas belezinhas naturais.

E daí por diante, endureci.
Acabaram-se as rosas vermelhas, acabou-se o dia florido. O máximo de flores que passaram por minhas mãos, foram aquelas violetas que coloquei repousando na minha varanda, outras flores de jardins pelos quais passei. E aí, voltei a valorizar os buquês com data e estilo marcadíssimos, e o sorriso colossal do entregador, que já sabia quem esperava pelas flores.
Pensando bem, uma das pessoas com as quais me relacionei teve a sensibilidade de me dar uma rosa que distribuiam no Carrefour em comemoração ao dia da mulher e se lembrou de pedir uma para mim, que estava ao seu lado todos os dias. Quanto romance!

Desse dia em diante, percebi que rosas vermelhas, violetas azuis só entrarão na minha vida quando realmente forem necessárias. Cabe ao seu ponto de vista, leitor, o otimismo de pensar em um casamento ~ou na minha formatura!~ ou o pessimismo de um velório! Hahaha.
Adiós! :*

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