Desde a infância, cresci vendo seriados, filmes, desenhos e programas em que mulheres que recebiam flores automaticamente caíam em lágrimas e não conseguiam parar de sorrir, por mais contraditório que me parecesse nos meus 7 anos de vida. Achava bonito.

Minha primeira flor ganha, foi um trevo de 4 folhas que um garotinho da escola me deu.
Lembro de não cair em lágrimas, mas de ficar feliz com a promessa de sorte. E mostrei aos adultos que não se deram-se ao trabalho de sorrir. Mas considerei aquele, meu primeiro arranjo floral vindo de outras mãos, o que me marcou muito, tanto que está plastificado e guardado em um lugar especial.
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| O peso das rosas vermelhas nos anos 2006... |
E daí por diante, endureci.
Acabaram-se as rosas vermelhas, acabou-se o dia florido. O máximo de flores que passaram por minhas mãos, foram aquelas violetas que coloquei repousando na minha varanda, outras flores de jardins pelos quais passei. E aí, voltei a valorizar os buquês com data e estilo marcadíssimos, e o sorriso colossal do entregador, que já sabia quem esperava pelas flores.
Pensando bem, uma das pessoas com as quais me relacionei teve a sensibilidade de me dar uma rosa que distribuiam no Carrefour em comemoração ao dia da mulher e se lembrou de pedir uma para mim, que estava ao seu lado todos os dias. Quanto romance!
Desse dia em diante, percebi que rosas vermelhas, violetas azuis só entrarão na minha vida quando realmente forem necessárias. Cabe ao seu ponto de vista, leitor, o otimismo de pensar em um casamento ~ou na minha formatura!~ ou o pessimismo de um velório! Hahaha.
Adiós! :*













