Hoje acordei e de repente era dia do sexo, porque justamente ele se fez num dia 6/9, seis de setembro. Setembro já é sexual, sensual e todas essas coisas porque vem a primavera e as flores e as cores e todo aquele imaginário de bichos se acasalando na floresta e de perfumes frescos que invadem as roupas e esvoaçam cabelos pelas ruas e avenidas arborizadas - isso tudo de um imaginário nosso muito rico e muito, talvez, longe de uma possibilidade tão cotidiana. Mas sexo é cotidiano, é corriqueiro e ao mesmo tempo tão especial. Então dá pra notar que cotidianos e especialidades podem caminhar lado a lado, e isso significa que o especial não é somente em datas muito específicas. Pois bem, 6/9, uma data específica. E mais uma vez eu penso naquela coisa clichê e chiclete: dia de qualquer coisa é em qualquer dia, logo, dia do sexo é em qualquer dia dessa vida! Ainda mais porque temos outros números, outras posições, outras possibilidades de “encaixe”, eu diria, e outras possibilidades de combinações. Logo, dia do sexo pode ser no 1/1, no 2/2, no 3/4, no 7/6, no 3/5/4, e assim vai. Para além de qualquer 69, temos outras possibilidades numéricas, outras combinações que não as usuais, outras potências de vida, de vidas, outras variações, outros desejos, outras vontades. E sexo é desejo, é vida e é latência. Por isso, nesse 6/9, faça o que desejar, para além de qualquer 69, sempre! Sem prescrições, sem receituários, sem modos certos de fazer. Porque quando tá tudo bem pra todo mundo, tá tudo bem e ponto final, ou melhor, tá tudo bem e apenas ponto de início.











