[recomendo ler ao som dessa música, clique aqui!]
Eu não desapareci, nem evaporei de uma forma mágica. Eu só nunca estive lá. Não estive acompanhando os seus olhos curiosos, nem seus dedos desesperados por um toque suave, por alguma retribuição.
Foram tempos confusos, bem meu. São tempos de acerto, de redenção e de descobertas - o que sempre se é, na verdade.
Fui do norte pro sul em um tempo razoável. Mas nessa jornada, descobri que não sou muito de extremos, sabe? Que meu coração é nômade e fica mudando de lugar, mesmo sabendo que vai continuar parado, batendo, na mesma estação em que deixou aquele outro partir. A passagem foi só de ida, os bilhetes se esgotaram e assim foi bom.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
Sem rumo e linhas retas
Fiz mil viagens, e sempre voltei para a estação vazia, apesar da falta de rumo. Não ter rumo e muito menos linhas retas me interessa mais.
A minha expressão serena continua, minha falta de tino para a personalidade alheia também.
O que me preocupa mais do que qualquer lembrança de noites confusas, é meu constante e circular erro de cálculo. Achando que onde cabe um coração, vai caber uma pessoa. E, não, não vai.









