Eu vi seus olhos me devorarem como se o mundo fosse acabar ali, no meio de todas aquelas pessoas que se deliciavam com meu desconcerto evidente. A verdade é que enquanto me fazia de desconcertada meu único pensamento era em como sair dali sem que a moral nos perseguisse e eu pudesse mostrar muito mais do que minhas têmporas rosadas.
Apesar de cada um ter pego um táxi, eu te vi na minha porta quando entrei em casa. Claro que você estava à quilômetros de distâncias, mas pude sentir cada centímetro seu dentro de mim.
Ah, isso não é coisa que se fale, eu sei. Mas isso de deixar a vontade pra lá, não é coisa que se faça.
Não te chamei por motivo nenhum, talvez pela regra discutida entre as amigas que afirmam que ser difícil é o melhor, mas eu desconfio que elas tenham uma dose hormonal mais baixa que a minha.
Nem um banho frio conseguiu acalmar meus nervos que estavam à flor da pele. Não liguei, não fiz nada. Apenas relembrei dos seus olhos famintos em direção à mim, e tentei sentir o toque das suas mãos que intencionalmente tocaram minhas coxas, que já estavam em chamas para tê-lo entre elas.
Sentir sua língua fazer desenhos pelo meu corpo, sua respiração na minha nuca e aquele sotaque insuportavelmente sexy dizendo "gostosa" no meu ouvido, já bastariam por uma vida bancando a difícil.
Mais um jantar marcaremos, disso tenho certeza. E vai ser aqui, no meu quarto, na minha cama, e o cardápio você mesmo pode escolher, porque precisamos de uma dose a menos de mulher decidida por aqui, não é mesmo?












