Onde está o solidão para você que não contempla as flores
desabrocharem a noite?!
Sim.
A noite, onde os amores se escondem em suas mantas e corpos
ansiosos de paixão.
Adoráveis são os prazeres que o amor nos proporciona na
vida. Ver a criança começar a falar, e andar sozinha, ver a chuva alagar todo o
formigueiro e ainda assim assistir cada uma delas lutar para sobreviver a
tempestade.
Lastimável é ver a solidão ser tão superestimada e
desvalorizada nos dias de hoje dias de glórias e vitórias. Já não se pode mais amar
sozinho. Amar a vida, os outros e outras, o luar, ou mesmo se encantar sozinho nesse
mundo absurdo!
O que antes era o comum, hoje se torna trivial e ilusório. Mas
e a solidão?!
Essa, que todos disfarçam em frases manjadas e visadas,
piadas esperançosas, indiretas ambiciosas e risadas sem som.
O que faz com que voemos a procura se tornou apenas um
simbolismo de sobrevivência. Vontades de ir e vir, fazer e acontecer disfarçam
os sentimentos essa sobrevivência que se tornou necessidade.
Sentimentalizar o que já está exposto já não é a melhor
forma de se encontrar. Dramatizar também já deixou de ser notório para ser
deliberadamente usual. Apenas. É o que fica no fim, enquanto o café esfria e os
dias passam.









