sexta-feira, 8 de março de 2013

Vivendo




      Onde está o solidão para você que não contempla as flores desabrocharem a noite?!

Sim.

      A noite, onde os amores se escondem em suas mantas e corpos ansiosos de paixão.
Adoráveis são os prazeres que o amor nos proporciona na vida. Ver a criança começar a falar, e andar sozinha, ver a chuva alagar todo o formigueiro e ainda assim assistir cada uma delas lutar para sobreviver a tempestade.

       Lastimável é ver a solidão ser tão superestimada e desvalorizada nos dias de hoje dias de glórias e vitórias. Já não se pode mais amar sozinho. Amar a vida, os outros e outras, o luar, ou mesmo se encantar sozinho nesse mundo absurdo!


O que antes era o comum, hoje se torna trivial e ilusório. Mas e a solidão?!



Essa, que todos disfarçam em frases manjadas e visadas, piadas esperançosas, indiretas ambiciosas e risadas sem som.

O que faz com que voemos a procura se tornou apenas um simbolismo de sobrevivência. Vontades de ir e vir, fazer e acontecer disfarçam os sentimentos essa sobrevivência que se tornou necessidade.



Sentimentalizar o que já está exposto já não é a melhor forma de se encontrar. Dramatizar também já deixou de ser notório para ser deliberadamente usual. Apenas. É o que fica no fim, enquanto o café esfria e os dias passam.



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