terça-feira, 20 de novembro de 2012

Casais iô-iô


Uma definição mais acertada para aqueles casais que vivem brigando, se matando, se alfinetando e no fim continuam se amando, é o famoso casal iô-iô. Bumerangue seria uma boa definição, mas vamos falar do iô-iô mesmo, pq ele vai e volta porque está preso a algo, e é bem simples tê-lo na mão com apenas um movimento.

Todo mundo conhece um casal ou faz parte de um que vive brigando horrores mas sempre está junto. Chega um momento em que o ciúme, o descontrole, a falta de noção e o egoísmo se tornam rotina, envenenando a relação que passa a dar mais dor de cabeça do que trazer felicidade. É um ciclo vicioso, porque mesmo sabendo que o relacionamento tem mais contras do que prós, o casal em atrito eterno continua arrancando rabo, terminando e voltando, com uma plateia que apenas espera o próximo término e a próxima reconciliação ~temporária~.


Por que continuar em um relacionamento que me traz mais tristeza do que prazer?

Essa é a pergunta crucial para quem está em uma relação difícil. Por quê? Acredita na mudança do parceiro? Se precisa que ele mude quem é, já não é um indicativo de que você gosta da pessoa do jeito que ela é. E, acredite, isso não é amor. ~É CILADA!~


Mas ele/ela pode mudar!

A pessoa só muda quando quer. E mudar pelo parceiro não é prova de amor, é sacrifício. Porque não há nada mais lindo do que espontaneidade. E muitos casais podam isso do parceiro sem respeitar a individualidade.

Ah, mas ciúme é prova de amor.

Não, meu bem, não é. Ciúme é ciúme, traz muita dor de cabeça. Amor é algo bom. Se ama alguém mesmo, sabe que ninguém é de ninguém.

Ah, mas ele/ela acha outras pessoas atraentes, tem que pagar por isso!

E qual o problema? Estranho seria se um ser humano perdesse todo o tesão/interesse e focasse apenas em uma pessoa. Atração é uma coisa, escolher com quem vai ficar, é outra. Ou seja, seu namorado ficar excitado com um casal super se pegando na praia não é a maior ofensa do universo, é uma reação natural do corpo dele, o que não significa que ele a ama menos. Entendeu?

Mas eu só crio caso por amor!

Não, colega. Você cria caso por insegurança, baixa autoestima, medo da solidão e/ou orgulho.
Se viver perto é tão difícil quanto viver longe um do outro, é hora de realmente repensar seu conceito de amor.



E aí acontece o padrão de abuso que os psicólogos identificaram nos casais em que havia violência doméstica. Não só violência física, mas também verbal, sexual, psicológica, etc...
O ciclo é mais ou menos assim, e se encaixa em namoros iô-iôs, envolvendo ou não agressões:

1- O agressor agride;
2- Se sente culpado e pede desculpas;
3- O casal reata e o agressor "racionaliza" o abuso;
4- O comportamento do casal volta a ser "normal";
5- O agressor se volta a "precisar" agredir e o casal passa por um momento de tensão;
6- Essa tensão é "causa" pra outra agressão.

E esse ciclo só se repete ao infinito porque tanto o agressor quanto o agredido não tem autonomia (psicológica, emocional, financeira) pra se separar. De certa forma um precisa do outro.


Então, seja feliz, não tente controlar e mudar quem você ~supostamente~ ama, para que não haja essa dependência emocional eterna e impeça ambos de seguirem em frente um meio de vida tranquilo e leve de se viver!
Lembre-se: respeito é a base de uma relação saudável!

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