Se eu pudesse dizer uma palavra, eu não escolheria nenhuma daquelas que são bonitas, complexas e nem as bem elaboradas. Da minha boca sairia "fica", e eu te acolheria ao meu lado, com seus cabelos passeando e brincando de esconder de cada dedo meu que ali fizesse um carinho diferente.
Essa boca que ensaiou um "fica" mandou um mais simples e menor "vai", quando você perguntou o que devia fazer, se eram as malas ou amor. Optei pela dor, já que ela viria de qualquer forma desde o dia em que decidimos entrar nesse mar que de calmo só teria a classificação: romance.
Eu não sou uma boa moça, não tive essa intenção. E sei que me perdi em meio aos berros e brigas épicas que tivemos nesse meio tempo, das quais tenho maiores lembranças do que dos momentos bons, meu caro. E essa vontade de tirar sua roupa, rasgar sua mente e te fazer o homem que eu sempre quis que me deram forças para deixar sua vida sair do caminho da minha e cruzar a avenida. Eu não quero e você não precisa ser o homem ideal, você precisa de alguém que goste dos seus defeitos, ou pelo menos os aceite de forma mais pacífica e não queira te dar um chute toda vez que você pisa na bola.
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| E quem seria você, afinal? |
Mas não sou mais sua quando quer, baby. E não pretendo voltar a ser, por mais que seja a coisa que eu mais deseje no universo, nesses últimos tempos.
Depois que eu envelhecer
Ninguém precisa mais me dizer
Como é estranho ser humano
Nessas horas de partida
...
São coisas da vida
E a gente se olha, e não sabe
Se vai ou se fica







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