Quando se passa dos vinte, aquela coisa de tentar ser algo diferente do que somos vira apenas um detalhe diante da tal ''experiência'' adquirida nos anos anteriores. Todas aquelas velhas frustrações do ''parecer ser'' são substituídas por desejos incontroláveis de ser alguém transparente - eis aqui a necessidade da autoafirmação.
Passa-se a viver num mundo paralelo, talvez. Diante do convívio com tantas pessoas diferentes, acabamos absorvendo um pouco de cada um, e daí surge o medo de perdermos nossa identidade. Chega a hora de aprender a lidar com isso. Não ser necessariamente igual ao outro; mas inspirar-se, quem sabe, com base naquilo que você é.
Pode acontecer de você se olhar no espelho e não se enxergar mais. Isso é assustador, mas também é natural. Perder-se por aí é a consequência do observar exagerado sobre o outro; chega-se a um certo ponto da vida que absorver referências demais acaba apagando sua própria imagem de si mesmo.
Amadurecer tem um significado diferente para cada pessoa. Mas no dançar das cadeiras conclui-se que não é um processo doloroso; é uma forma de mudar e ao mesmo tempo regenerar-se, traçando um desenho simples e preciso de sua alma.
E como, e quando fazer isto? Não há resposta. As coisas acontecerão quando tiverem que lhe acontecer; e ao perceber, se dará conta que já está passando pelo simples processo do seu amadurecimento.










